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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Miltenberg - Alemanha

   Eu tenho uma mania descontrolada de ficar procurando por lugares diferentes para conhecer e passear, gosto de ver reportagens, ler sobre cidades e o tipo de arquitetura de cada lugar. Sabe aqueles programas do Globo Repórter que falam de lugares pelo mundo? Eu não perco nenhum!
   A melhor parte disso tudo é quando descubro um lugar que não fica muito longe e é possível conhecê-lo em uma rápida viagem de carro no fim de semana. Por vezes acabo me decepcionando, o lugar não era tão lindo e atrativo como nas fotos,  mas em outras.... o lugar é de cair o queixo!
   A cidade de Miltenberg no estado da Baviera aqui na Alemanha foi um desses lugares que eu acertei em cheio, que cidade maravilhosa! Eu estava com tanta sorte que mesmo sem saber, cheguei lá na semana da festa dos vinhos de outono! Não me senti a turista, me senti A TURISTA PROFISSIONAL (na cagada) hahaha.



   Miltenberg é conhecida como a pérola do Mein. (Ok, quase todas as cidades são conhecidas como pérolas pelos alemães, pois bem agora estou com o meu colar completo!). O centro histórico da cidade é formado por casas no estilo Enxaimel, exatamente do jeito que eu imaginava ser a Alemanha antes de conhecê-la pessoalmente. Infelizmente são poucas as cidades que ainda têm em grande quantidade esse tipo de construção. A pequena Miltenberg têm menos de 10 mil habitantes e uma atmosfera de lugar para passear com a família e os cachorros; de deixar os filhos correrem soltos pelas ruas antigas sem preocupação. É tudo muito limpo, calmo e extremamente bem cuidado. É o tipo de cidade para levar os parentes e amigos que vêm do Brasil para conhecer a Alemanha.
    A cidade vivenciou tempos econômicos áureos, por ter uma localização privilegiada na antiga rota de comércio Nürnberg-Frankfurt; e hoje o que faz girar mesmo a economia é o turismo e os vinhos.


O que conhecer:

Alten Marktplatz: É o mercado velho da cidade, onde se concentra o comércio e onde se localizam a maior parte dos magníficos edifícios com estrutura de madeira da cidade.
Alí também se encontra o Gasthaus zum Reisen, que é a mais antiga pousada da Alemanha, além de ser um dos edifícios mais fotografados de Miltenberg.

Pousada Gasthaus zum Reisen




Museum Burg Miltenberg: É um Museu de arte contemporânea que fica no castelo Mildenburg construído no século XII em cima da montanha, e é dali de cima que se tem a melhor vista da cidade!








Meinbrücke: A velha ponte de pedras começou a ser construída e 1898 e inaugurada em 1900. Em 1945 durante a Segunda Guerra Mundial a ponte foi explodida; mais tarde reconstruída e reinaugurada na década de 1950.




Würzburger Turm:  A velha torre é de 1379 e delimitava a cidade na extremidade oriental. Na parte ocidental da cidade está a outra torre, a Mainzer Tor, a torre da Porta.


Schnatterloch: Partindo do centro do mercado velho, depois de passar pelo portão dos bosques estará a Torre Schnatterloch. Abaixo da torre existe um canal que foi construído para drenar a água das chuvas fortes direto para um fosso que também era originalmente um dos limites da cidade.


Altes Rathaus: A velha prefeitura de Miltenberg é um edifício de arenito onde foi mencionado pela primeira vez em 1379, também já serviu como comércio e armazém de mercadorias.

Wein-herbest: O festival de vinhos de outono. Em 2016 foi de 23.09 a 03.10. (Obviamente as datas mudam, se você quiser ir nesse período é interessante dar uma pesquisada antes no site da cidade). Durante o festival é montada uma espécie de feirinha bem no centro do Marktplatz com várias barraquinhas de vinhos e de comidas típicas alemãs. Os vinhos podem ser comprados em garrafas, ou apenas uma taça para provar um pouquinho de cada.

Lojinhas com artigos natalinos: São lindas e ficam abertas durante o ano inteiro. Geralmente elas vendem produtos artesanais, pintados à mão e confeccionados de madeira. O preço é um pouco salgado, mas vale como uma linda recordação da cidade.
Fiquei imaginando como deve ser linda a feirinha de Natal de Miltenberg, toda a decoração natalina com luzes, neve, aquele cheirinho de canela dos doces e de Glühwein (espécie de quentão alemão). 


Brauhaus Faust: Para os amantes de cerveja, uma visita à cervejaria mais antiga da região do Reno é parada obrigatória. É tradição de família e com mais de 350 anos está na quarta geração. É possível fazer um tour por dentro da fábrica e ver como a cerveja é produzida. Não é nada grandioso e interativo como o Museu da Heineken em Amsterdam, mas para quem nunca viu uma produção de cerveja em larga escala está aí uma boa oportunidade. A cervejaria também conta com uma pequena loja de lembranças do lugar e um bar bem aconchegante para provar a "loira fresca" e apreciar o movimento da cidade.


Miltenberg é tão encantadora que o dia passou voando, mas muito bem aproveitado com a companhia de queridos amigos. Espero voltar um dia para conhecer a cidade no inverno com neve para todos os lados.




- Por mais cidades lindas e convidativas assim! - 





Fonte:
http://www.stadt-miltenberg.de/

sábado, 15 de agosto de 2015

Casamento de alemã com brasileiro na Alemanha

    Quando os termômetros na Alemanhalândia começam a esquentar, é chegada a hora dos pombinhos apaixonados oficializarem a união. Recebi um convite muito especial de um casal de amigos para a celebração do casamento em julho deste ano. Ela, uma pessoa tão simpática e amável que parece brasileira; ele com as mesmas qualidades, uma pessoa indiscutivelmente boa de coração.
    O casal tem uma história linda, se conheceram no Brasil na cidade de Extrema. Ela foi fazer um trabalho voluntário no orfanato onde ele morava. O romance deu tão certo que eles decidiram morar juntos aqui na Alemanha.
    Como ele veio na mesma época que eu, acabamos nos conhecendo no curso de alemão em Colônia. Os dois perdidos e assustados em um mundo que não era nosso. Não demorou muito para conquistarmos uma grande amizade. Foram muitas atrapalhadas, risadas, passeios e descobrimentos; parte da minha adaptação aqui neste país devo a ele.
    O casamento foi na cidadezinha que os pais dela residem e onde ela cresceu, fica do ladinho de Koblenz. A cerimônia religiosa foi em uma linda capela no alto da montanha. Aqui ao contrário do Brasil, os casamentos acontecem durante o dia, e a festa dura bem mais tempo, já que vira a noite (muito mais interessante não?). A capela era linda, e a mistura de convidados alemães com brasileiros me deixou emocionada. Na hora de trocar as alianças e fazer o juramento o noivo (brasileiro) falou para a noiva em alemão e a noiva (alemã) falou para o noivo em português. Foi a declaração mais linda e sincera que eu já vi. Os "ciscos" nos olhos não paravam de cair, e as lágrimas não se continham. Eu estava orgulhosa de ver meu amigo falando alemão e dando um sentido importante na vida. Durante a celebração teve coral e um grupo cantando, tornando tudo ainda mais lindo.



No final da cerimônia os convidados fizeram uma espécie de túnel com balões para os noivos passarem, ficou lindo! 


    Do lado de fora da capela foi feito o brinde para os noivos, tudo preparado e servido pela família da noiva. Todos permaneceram ali por um bom tempo conversando e interagindo uns com os outros. Nunca vi isso no Brasil, achei bem interessante para conhecer novas pessoas e até fazer novas amizades.
    Depois os convidados foram direcionados ao local da recepção, um restaurante as margens do rio, com uma vista espetacular para os vinhedos da cidade. A decoração maravilhosa foi TODA feita pelos noivos e a família. Diferente do Brasil, que pagamos horrores nesse quesito para ter acessórios imponentes e muita ostentação que não significam nada. Ali era nítido que tudo foi preparado com muito amor, e tudo com uma linda história por trás, o noivo pendurou os balões a noiva arrumou as mesas, as flores, a família ajudou em tudo que pode. O lugar estava agradável, lindo e muito aconchegante. 





Sentamos na mesa junto com os noivos :)



Tinha um espaço próprio decorado para os convidados fazerem fotos com aquela câmera que revela na hora e colarem em um álbum com dedicatória para os noivos.



    Depois da comida, o casamento foi uma sequência de lindas surpresas. Um grupo de amigos brasileiros do noivo apresentaram um teatro encenando a vida do Noivo no orfanado, e como ele conheceu o amor de sua vida. Teve apresentação de capoeira, truques de mágica e até dança das cadeiras.  Os mesmos amigos brasileiros entraram em contato com a família e amigos do noivo no Brasil que não puderam estar presentes no casamento e organizaram uma sequência de vídeos de felicitações para os noivos, foi tudo tão lindo que levou o casal às lágrimas, e mais uma vez caíram muitos ciscos em meus olhos. 



    Para a animação da festa teve uma banda de pagode de brasileiros e DJ, a noiva era mais brasileira do que eu, sabia a letra de todas as músicas e dançava muito bem.
    Os noivos estavam impecavelmente bem vestidos, e os convidados todos sem frescura e super confortáveis, quando comecei a reclamar de dor no pé vi que as alemãs já estavam todas de chinelos, e obviamente fiz o mesmo. Lembrei-me dos casamentos no Brasil onde convidados gastam absurdos alugando roupas, fazendo penteados e maquiagens, gastam com joias e acessórios caros. Aqui? Nada disso, somente a vontade de festejar um dia tão importante. (Saudade nenhuma do Brasil nesse momento).

Com a noiva
Com o noivo
    Teve um grupo de amigos que presentearam os noivos com uma viagem para o Brasil, mas esse presente foi entregue em forma de brincadeira, onde todos os convidados participavam, e não entregaram apenas as passagens e sim uma mala toda decorada com as passagens dentro. Achei incrível e muito criativo.
    Enfim, encho a boca para dizer que esse foi o casamento mais lindo e sincero que eu já fui na vida. Um casamento onde não só os noivos preparam o melhor para os convidados, mas os convidados também preparam lindas surpresas para os noivos. Desejo ao querido casal, toda a felicidade do mundo e que eles possam desfrutar de muitos momentos maravilhosos juntos.




- Quando o amor atravessa não somente um oceano, mas culturas e adaptações - 


sexta-feira, 10 de julho de 2015

A arte de deduzir coisas erradas

    Da série micos na Alemanha... Este aconteceu em um mercado de Colônia, eu já morava aqui há uns seis meses. Entendia apenas palavras soltas quando alguém falava comigo e deduzia todo o resto, o que aumentava as minhas chances de passar por situações embaraçosas.
    Fiz minhas compras como de costume, e chegando no caixa a minha única preocupação era em colocar todos os produtos rápido na sacola, porque aqui ao contrário do Brasil, você mesmo guarda as suas compras e isso precisa ser feito de forma bem ágil. Os caixas passam os produtos muito rápido (menos de um segundo por produto) dá medo!  Se você não guardar tudo rapidinho na sua sacola ou no carrinho, as pessoas ficam te olhando torto e bufando.
    Depois de tudo guardado eu já estava com a carteira preparada e entreguei o cartão para pagar. A mulher do caixa olhou pra mim e falou: “blá blá blá blá baguete” assim como eu escrevi, não entendi nada, tão pouco a frase fazia sentindo, com muita educação pedi para ela repetir. Novamente escutei “blá blá blá blá baguete” já tinha experiência suficiente para saber que pedir para um alemão repetir pela terceira vez é uma sentença de morte, eles odeiam. Como eu estava em um mercado deduzi que a última palavra era baguete, era bem parecido quando ela falava. Consequentemente, pensei que ela estava oferendo baguetes que provavelmente estavam na promoção. Tipo aqueles atendentes do Mc Donalds que falam “Com mais 1 real a senhora gostaria de adicionar mais uma fatia de queijo?” Foi exatamente isso que pensei deduzi.
    Eu sou do tipo de pessoa que geralmente quando não entende nada fala “SIM!” Conforme a situação vai prosseguindo eu descubro do que se trata. Mas nesse caso em especial, eu disse não, que não queria. Foi a minha sorte do dia. Ok, ela cobrou a conta e passou o cartão, eu coloquei a senha, guardei tudo e fui pra casa.
    Chegando em casa, perguntei para o meu marido: “Amor, quando você está no caixa do mercado pagando a compra e a mulher fala alguma coisa do tipo – blá blá blá blá baguete – o que pode ser isso?"
    Ele pensou, pensou.... Já estava fera em descobrir os meus enigmas alemães! Depois de alguns minutos e uns neurônios queimados, ele começou a rir e esclareceu do que se tratava...
    A mulher do caixa estava perguntando se eu queria Bargeld que significa dinheiro em espécie. Aqui na Alemanha é comum em alguns mercados “sacar” dinheiro. Se a compra custou por exemplo 50,00 euros, você pode passar no cartão 70,00 euros e fica com os 20,00 euros em espécie. Gente, como eu novata no exterior iria descobrir um troço desses? Eu ainda pensava como brasileira. E convenhamos que baguete e Bargeld é bem parecido vai! Na minha cabeça em um mercado seria mais óbvio me oferecerem uma baguete do que sacar dinheiro.
    Agora imaginem se eu digo SIM e a mulher pergunta: "Quanto?" O Máximo que eu iria responder seria 2, (2 baguetes!). Certamente ela iria falar que 2 euros era um valor muito baixo, ou iria me mandar para aquele lugar. Hahaha
    Eu choro de tanto rir até hoje dessa situação. Toda vez que conto para alguém tenho aquelas crises de risadas. Haja imaginação!


Baguete

Bargeld (dinheiro em espécie)

- Quando nada faz sentido não pense como brasileiro, pense como alemão -


quinta-feira, 2 de julho de 2015

A ideia que não deu certo

    Estava eu fim de semana na praia (alemã) conversando com uma amiga (brasileira) sobre as gafes domésticas aqui na Alemanha - que não são poucas - e lembrei de um “mico” hilário que passei aqui logo nos primeiros meses. Preciso registrá-lo para não correr o risco de esquece-lo futuramente.
    No Brasil eu não tinha máquina de lavar louças, aqui graças a Deus eu tenho (e já adianto que não consigo mais viver sem). Ela é enorme, coloco de tudo dentro, inclusive panelas e sai tudo brilhando. Economizo duas horas do meu dia diariamente (sim, eu cozinho todos os dias e sujo muita louça), sem contar na economia de água. Mas a questão não é essa, e sim o mico! Prosseguindo...
    Em um lindo e inspirador dia, acabou os “tabletezinhos” (detergente especial para máquina de lavar louça) e eu na mais pura ingenuidade pensei deduzi “- Vou colocar um pouco de detergente mesmo no lugar, só hoje para quebrar um galho.” Enchi a máquina daquele jeito que você empilha louça sobre louça na raça, porque não brincou muito de lego quando era criança. A ideia é não sobrar nadinha para ter que lavar na mão depois. E coloquei a bichinha para funcionar. 
    Alguns minutos depois fui até a cozinha para tomar água e me deparei com a festa da espuma do Bali Hai na minha cozinha. Na hora aquele frio na barriga "Jesus, o que foi que eu aprontei desta vez?". Estava vazando espuma para todos os lados da máquina, e não era qualquer coisinha besta não, era MUITA espuma, o chão da cozinha inteira, e não parava mais de sair. Desliguei a máquina na hora, e abri para ver a situação dentro. Era o milagre da multiplicação! no meu caso de detergente. Era impossível ver as louças, estava tudo branco de espuma. Vale ressaltar que eu coloquei apenas algumas gotas do "maledeto" dentro, algo em torno de 1/3 do compartimento.
    Tive que pedir socorro para o marido, tiramos as louças da máquina, enxaguamos na pia, que acabou ficando toda cheia de espuma, porque a mesma não escorria para o ralo. Foram duas horas (estou chutando, pode ser mais) de trabalho árduo e muita risada. Depois de tudo limpo um prêmio de consolação: o chão da cozinha que era de laminado ficou todo inchado e enrugado! Haha... Bela cagada!
    A dica do dia não é de maquiagem e nem de roupa como fazem as amiguetes blogueiras, é de trabalho doméstico mesmo. NUNCA use detergente na máquina de lavar louças. Ela não gosta, fica furiosa e cospe espuma para todos os lados. Também é preciso de vez em quando trocar o sal dela (próprio para máquina de lavar louças por favor, não quero nem imaginar se colocar outra coisa lá o que acontece.) Não sei se as máquinas do Brasil também precisam disso, mas aqui na Alemanha, se não colocar esse sal a louça vai ficando esbranquiçada e bem feia.
PS: Com essa minha amiga com quem eu estava conversando, aconteceu exatamente a mesma coisa, e ela limpou tudo rapidinho antes do marido chegar, usando o secador de cabelo para tirar a maior parte da espuma de dentro da máquina. Segundo ela ajudou bastante.
Como é bom saber que eu não fui a única a cometer a mesma gafe! Salve as amigas!

 

Estes são os tabletes, não sei como se chama em português, mas em alemão é Geschirr Reiniger Tabs.

Aqui na Alemanha existem de várias marcas e preços



- Brasileiros fazendo “brasileirices” na Alemanha - 


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Reciclagem de garrafas e latinhas

    Aqui na Alemanha toda vez que compramos garrafas de água, refrigerante, cerveja ou outro tipo de bebida; pagamos um valor a mais pelo casco/embalagem, seja ela de vidro, plástico ou alumínio.
   Esse valor pago varia de acordo com cada tipo de embalagem. Por exemplo, uma garrafa pet de água você paga 0,25 centavos de Euros pela embalagem e 0,89 centavos pelo conteúdo.
     O valor pago pelo casco está sempre nas plaquinhas embaixo do preço, aqui eles chamam de "Pfand". Vem tudo certinho discriminado no cupom fiscal da compra.



    Depois de consumir o conteúdo, as garrafas vazias, devem retornar ao mercado e o dinheiro pago pelas embalagens é devolvido. Elas devem ser inseridas em "maquinas coletoras" que contam e imprimem o valor que você vai receber de volta. 
    Mas atenção, garrafas com resto de bebidas dentro ou sem rótulo (selo de troca) a máquina não aceita. Também não adianta trazer garrafas vazias de viagens decorrentes de países vizinhos. Isso só funciona aqui na Alemanha. 
    Para saber se a garrafa é retornável ou não, é esse o selo que ela precisa ter. Com exceção para garrafas de cervejas que não sei porque não possuem o selo, mas são aceitas.

     Depois de colocar todas as garrafas na máquina é só apertar o único botão que existe, que ela imprime um código de barras com o valor que você vai receber. Esse valor pode ser descontado da sua próxima compra ou pode ser pego em dinheiro no caixa.
Não existe número mínimo de garrafas para serem inseridas, você pode trocar apenas uma ou juntar e levar tudo de uma vez só.
    Também existem as embalagens que não cobram esse "Pfand" como alguns tipos de sucos, e embalagens de alimentos. Essas se colocadas na máquinas serão devolvidas na hora.
    Tentei fazer um vídeo da máquina funcionando:


    
    Depois de saber  dessa consciência toda do povo alemão com o lixo, você deve estar pensando que aqui na Alemanha não existem catadores  de latinha certo? Errado! Tem sim! Nos lixeiros de rua é super comum as pessoas jogarem os cascos vazios para não ter que levar até um mercado e trocar. Já nos lixos domésticos é bem pouco provável; já que este é todo separado para a reciclagem. Os catadores obviamente são poucos comparados com a grande quantidade que temos no Brasil. E em sua maioria são mau vistos pelos alemães.
http://www.stuttgarter-zeitung.de/inhalt.jugendrat-pfand-hat-mehrwert.95ac5d4a-9660-4c86-9f0e-041b90213ae2.html

    Andei lendo notícias na internet que existem projetos-pilotos para implantar as máquinas coletoras no Brasil também. Vamos aguardar!